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Rio de Janeiro,25/02/2026

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    Claudinho Pé no Chão

    A liderança que nasce da rua e caminha com o povo de Bangu


    Claudinho Pé no Chão

    Claudinho Pé no Chão: a liderança que nasce da rua e caminha com o povo de Bangu

    Quem anda pelas ruas de Bangu, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, dificilmente não esbarra com ele. Seja em uma reunião improvisada na calçada, em uma conversa atenta na porta de casa ou em uma ida a algum órgão público para resolver problemas coletivos, Claudionor é presença constante. Conhecido por todos como Claudinho Pé no Chão, ele carrega no apelido a síntese de sua forma de atuar: proximidade, simplicidade e compromisso real com a comunidade onde nasceu e construiu sua história.

    Bangu que nasceu como um bairro operário, sempre viveu sob o peso das contradições. Planejada como solução de moradia, tornou-se ao longo do tempo um território marcado pelo abandono do poder público, pela precariedade de serviços essenciais e pelo estigma social imposto às periferias cariocas. Mas também se consolidou como um espaço de resistência, onde a organização comunitária é, muitas vezes, a única resposta possível às ausências do Estado. É nesse cenário que surge Claudinho, não como alguém que escolheu ser líder, mas como alguém que foi sendo empurrado para essa posição pelas necessidades coletivas.

    Claudionor cresceu vendo de perto os problemas do bairro: ruas sem infraestrutura adequada, dificuldades de acesso à saúde, educação e saneamento, além da constante luta dos moradores por reconhecimento e dignidade. O apelido Pé no Chão não é apenas uma marca popular, mas uma identidade política. Ele simboliza o líder que não se distancia da realidade, que não fala de cima para baixo, que conhece cada problema porque vive cada um deles junto com seus vizinhos.

    O início de sua atuação comunitária não veio de forma planejada. Começou com pequenos gestos: ajudar um morador a resolver uma pendência, acompanhar outro em uma repartição pública, organizar abaixo-assinados e reuniões informais. Aos poucos, Claudinho passou a ser referência. Quando o problema era coletivo, era a ele que recorriam. Quando a indignação precisava virar ação, era ele quem articulava.

    Sua liderança se consolidou pela prática. Claudinho atua como mediador entre a comunidade e o poder público, cobrando serviços básicos, denunciando irregularidades e pressionando por melhorias. Ele transita entre reuniões oficiais e vielas estreitas com a mesma naturalidade, sempre carregando a escuta como principal ferramenta. Para ele, liderar não é mandar, é servir. Não é prometer soluções milagrosas, mas construir caminhos possíveis.

    Os desafios são muitos. A falta de recursos, o desgaste emocional, as pressões e, por vezes, o risco pessoal fazem parte da rotina de quem assume a linha de frente em um território vulnerabilizado. Claudinho não romantiza a liderança comunitária. Ele sabe que o preço é alto. Ainda assim, segue firme, movido pela convicção de que Bangu merece mais do que descaso e invisibilidade.

    Moradores do bairro são unânimes ao falar de sua importância. Para dona Maria, moradora antiga, “Claudinho é a voz da gente. Quando ninguém escuta, ele fala”. Já para jovens da comunidade, ele representa um exemplo de que é possível lutar pelo território sem abandonar suas raízes. “Ele mostra que a gente não precisa sair daqui para fazer diferença”, afirma um estudante.

    Essa trajetória de atuação contínua e reconhecimento popular ganha um novo capítulo no dia 31 de janeiro de 2026, quando Claudinho Pé no Chão tomará posse como Presidente da Nova Zona da Zona Oeste. A cerimônia acontecerá às 10 horas, no Centro Comunitário Irmãos Kennedy, localizado na Avenida Sargento Miguel Filho, nº 371, no bairro Vila Kennedy. O evento simboliza não apenas uma conquista pessoal, mas um marco político e social para a comunidade, que passa a ter uma de suas principais lideranças ocupando um espaço formal de articulação regional.

    A solenidade contará com a presença de importantes autoridades e lideranças políticas, como o Secretário Municipal de Habitação, Adilson Pires, o Vereador Felipe Pires, o Presidente Estadual do PT, Diego Zeidan, e o Presidente Municipal do PT, Alberes Lima. A participação dessas figuras reforça a relevância do momento e o reconhecimento de Bangu, como território que produz lideranças legítimas e comprometidas com a transformação social.

    Para Claudinho, a posse representa mais responsabilidade do que celebração. Em conversas com moradores, ele deixa claro que o cargo amplia a luta, mas não altera sua forma de caminhar. “Continuo sendo o mesmo, com os pés no chão e o ouvido atento”, costuma dizer. A expectativa da comunidade é que sua presença à frente da Nova Zona da Zona Oeste fortaleça as reivindicações históricas do território e amplie o diálogo com o poder público.












    Claudinho Pé no Chão não se vê como herói. Ele se define como parte da comunidade, alguém que apenas assumiu a responsabilidade de não se calar diante das injustiças. Sua história reafirma que a verdadeira liderança comunitária nasce da vivência, da escuta e da ação cotidiana. Em um bairro que convive há décadas com velhas mazelas, Claudinho simboliza a resistência que insiste em existir — e que segue caminhando, passo a passo, em Bangu.




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