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Rio de Janeiro,25/02/2026

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    Rússia condena 'interferência' dos EUA no Irã e fala que novos ataques ao país podem ter 'consequências desastrosas'

    g1.globo.com
    Rússia condena 'interferência' dos EUA no Irã e fala que novos ataques ao país podem ter 'consequências desastrosas'


    Sob ameaça de Trump, Irã diz que está pronto para negociar, mas 'preparado para a guerra'
    A Rússia divulgou um comunicado nesta terça-feira (13) condenando os Estados Unidos pelo que descreveu como "interferência externa subversiva" na política interna do Irã.
    O Ministério das Relações Exteriores russo afirmou que as ameaças dos EUA de novos ataques militares contra o país são "categoricamente inaceitáveis" e relembrou o ataque americano às instalações nucleares iranianas no ano passado.
    "Aqueles que planejam usar distúrbios instigados externamente como pretexto para repetir a agressão contra o Irã cometida em junho de 2025 devem estar cientes das consequências desastrosas de tais ações para a situação no Oriente Médio e para a segurança internacional global", diz o documento.
    Protesto no Irã
    UGC via AP
    Pouco antes da divulgação do comunicado russo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu que os iranianos sigam protestando, e afirmou que a "ajuda" dos EUA "está a caminho".
    Foi a primeira mensagem direta aos manifestantes feita pelo presidente norte-americano, que vem ameaçando intervir no país do Oriente Médio caso as repressões aos protestos sigam sendo feitas de forma violenta.
    "Patriotas iranianos, continuem protestos. A ajuda está a caminho", declarou.
    Nesta terça, uma fonte do governo iraniano disse à agência de notícias Reuters que cerca de 2.000 pessoas já morreram nos protestos. Moradores do país relataram que forças de segurança estão atirando diretamente contra os manifestantes.
    ➡️ As manifestações no Irã evoluíram queixas sobre a crise econômica do país para pedidos de queda da chamada República Islâmica, ou o regime dos aiatolás, que governam o Irã desde 1979.
    Regime 'nos últimos dias'
    Regime do Irã está em seus 'últimos dias', diz chefe do governo da Alemanha 
    Também nesta terça, o chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, disse achar que o regime dos aiatolás, que governam o Irã, está em seus "últimos dias e semanas".
    "Presumo que agora estejamos testemunhando os últimos dias e semanas desse regime".
    Em visita à Índia, Merz disse ainda que a repressão violenta por parte das forças de segurança a manifestantes no país mostram a perda de confiança do regime dos aiatolás. "Quando um regime só consegue manter o poder por meio da violência, então ele está efetivamente no fim. A população agora está se levantando contra esse regime".
    Merz afirmou também que a Alemanha está em contato próximo com os Estados Unidos e governos europeus sobre a situação no Irã, e pediu a Teerã que acabe com a repressão mortal aos manifestantes.
    Ele não comentou, no entanto, sobre os laços comerciais da Alemanha com o Irã — o governo alemão é o parceiro comercial mais importante do Irã dentro da União Europeia.
    Essa relação, no entanto, vem diminuindo. As exportações alemãs para o Irã caíram 25% nos primeiros 11 meses, representando menos de 0,1% do total das exportações alemãs, de acordo com dados do escritório federal de estatísticas vistos pela Reuters nesta terça.
    O presidente dos EUA, Donald Trump, disse na segunda-feira (12) que qualquer país que fizer negócios com o Irã enfrentará uma tarifa de 25% sobre o comércio com os EUA.




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